Sabendo Quem Realmente Somos (Brennan Manning)


Escrito por Kennedy Lucas | Postado em Identidade, Renovadamente

Dá pra perceber o que o assunto Identidade, ultimamente tem me interessado muito. Lendo “Meditações para maltrapilhos”, do Brennan Manning, fiquei muito feliz ao descobrir um lindo texto que fala sobre a forma como Jesus lidava com sua identidade, nos dando exemplo para para imitá-lo.

Sabendo quem realmente somos

“A liberdade que Jesus experimentava em relação à opinão pública e à constante preocupação com o que os outros fossem pensar dele permitia que vivesse com sinceridade e espontaneidade. Não podia haver nenhuma fachada, nenhuma máscara, nenhum fingimento, nenhum embuste, nenhum jogo. Para o carpinteiro nazareno, ter integridade significava ser genuíno, comunicar-se de modo autêntico, expressar-se em sintonia com seus sentimentos.

A ordem de Paulo para nos ‘revestirmos de Cristo’ significa explicitamente não nos conformarmos ao espírito desta era que passa. Com completa determinação e pureza de coração, Jesus somente buscava agradar o Pai. Não se preocupava em projetar a imagem de ‘cara legal’ e certamente não tinha a paranóia de que poderia estar machucando os sentimentos das pessoas nem pisando no calo de alguém. Sabia quem ele era, e não permitia que nada nem ninguém o impedisse de ser o que era.”

(Brennan Manning)

3 Comentários | Publicado dia 22 de junho de 2009


O Pobre Pescador


Escrito por Kennedy Lucas | Postado em Identidade, Renovadamente

O último dos três pequenos contos sobre personagens que nos fazem rever nossa identidade, nossa fé em Deus e em nós mesmos, pois se Deus acredita em nós, porque nós também não podemos acreditar em nós mesmos?

Não mais peixes, agora homens

O pescador pobre morava com sua família em uma humilde casa perto da praia. Sua família vendia peixes para sobreviver. Eles eram pescaores. Durante o dia, as mulheres da família ficavam em casa, e os homens iam para o mar, trabalhar para sustentar o lar.

O jovem pescador de nossa estória, é um dos filhos dessa família. Ele é conhecido na comunidade por ser um jovem atrevido e impulsivo. Se metia frequentemente em encrencas por ser cabeça-quente. Tinha paciência curta e não media as consequencias de seus atos quando se irava. Seu outro lado, o que poucos conheciam, era de um garoto muito amoroso e atencioso com seus amigos intimos e familiares.

Certa vez, esse garoto estava passeando na cidade, quando um homem que ele nunca vira antes, fez um convite. Um convite tão atrativo que foi impossível recusar. Esse homem o convidou a se tornar um pescador diferente, um pescador de almas.

Desde esse dia, sua vida nunca mais foi a mesma. Ele passou a conviver com esse homem e o passou a chamar de mestre. Conheceu muitos lugares novos, pessoas novas. Teve algumas experiências sobrenaturais. Experiências que marcaram sua vida, não só a dele como também dos outros seguidores do mestre. Aprendeu muitas lições importantes.

Sempre que seus comportamentos instintivos e espontâneos se manisfestavam, seu mestre o repreendia de forma amorosa e o ensinava a ser manso, humilde e tolerante. Quando pensou que seu amor pelo mestre era maior do que qualquer coisa no mundo, quebrou a cara. Desde esse dia Ele sabe que o mestre nos conhece melhor do que nós mesmos.

Quando chegou seu tempo, ele recebeu a mais inesperada tarefa de todas. Liderar a igreja do mestre. O grupo de pessoas que acreditava, seguia e praticava os ensinamentos de Yeshua. Quem diria que o pobre pescador compulsivo se tornaria o maior lider da igreja. Quem é esse mestre, que contra todas as expectativas, escolhe um homem tão imperfeito e faz dele seu representante?

O que aprendo com Pedro?

Sempre que me lembro de Pedro e dos discípulos de Jesus, inevitavemente penso em quão grande é a estima de Deus para conosco, pobres pecadores. Parece que Deus entregou na mão de Jesus a equipe mais despreparada, inculta (tirando Judas) e rude poderia achar. Aprendo que Deus é diferente de nós, pois Ele olha para nosso interior, nosso verdadeiro valor e vê que dentro de uma embalagem feia, existe algo mais precioso que o ouro.

Aprendo que nunca devo dizer que não sou capaz, que não posso, que não sou ninguém, que sou inútil, pois as atitudes de Deus contradizem tais pensamentos sobre mim. Ele me conhece melhor do que eu mesmo, então, porque não aceitar ser quem Deus diz e quer que eu seja?

0 Comentários | Publicado dia 16 de junho de 2009


O Maior Sonhador do Mundo


Escrito por Kennedy Lucas | Postado em Identidade, Renovadamente

Continuando a com a segunda parte de três posts, desta vez contarei a história de nosso segundo personagem. Que nos ensina o valor da perseverança e da fé. De todas as histórias e estórias que conheço, é a que mais me inspira e me motiva. Contarei da forma mais resumida possível. Vale à pena ler a narrativa completa na Bíblia que tem muitos mais detalhes.

O Jovem Sonhador

Este, ao contrário de Davi, era o filho mais amado de seus pais. O Filho da velhice, o filho da promessa. Ele tinha onze irmãos mais velhos, mas a nenhum deles o pai amava tanto quanto a ele. Ele, o pai, Chegou a fazer uma linda túnica (sim, homens faziam tricô naquela época, quanto mudança hein!) para seu filho amado. Todo esse carinho especial e essa bajulação “exclusiva”, causava inveja em seus irmãos. Esses, o tratavam de forma rude e agressiva. Sentiam-se ofendidos e tentavam revidar da forma que podiam. Eles se sentiam muito mais ofendidos quando ele contava seus sonhos malucos.

“Sonhei que o sol e a lua e mais 11 estrelas se prostravam diante de mim” - Que absurdo! Nem ele mesmo entendia se e como esses sonhos proféticos se cumpririam. Seus irmãos ficaram furiosos ao ouvir isso. Como eles sendo mais velhos se prostrariam em terra diante desse menino? Arquitetaram um plano para matá-lo. Quando o pegaram, tiveram pena dele e do pai deles e decidiu lhe poupar a vida e vendê-lo para um estrangeiro.
Desde pequeno esse moço tinha sonhos de ser uma grande pessoa na vida. Ser um grande guerreiro, um grande soldado, um homem respeitado em sua comunidade, um homem rico, algo do tipo. E os sonhos que tinha, alimentavam suas aspirações. Ele sempre quis ter condições de ajudar a seus pais e ser motivo de orgulho para eles.

De repente, ele se vê em uma situação completamente contrária. Ser vendido por algumas moedas é uma das piores humilhações que se pode passar. Agora ele era escravo em uma terra estrangeira. Ele tinha todos os motivos do mundo para pendurar seu pescoço em uma corda ou se jogar do alto de um penhasco. Mas, inacreditavelmente, ele fez aquilo que seria a coisa mais improvável: confiou em Deus e permaneceu fiel.
Como alguém desprezado, humilhado, traído, vendido por seus familiares, pode se entregar a Deus e permanecer fiel? Ele fez isso algo mais: continuou acreditando em seus sonhos. Por quê? Porque ele não entregou os pontos? Porque ele não jogou a toalha? A resposta é porque ele era o maior sonhador do mundo, nada nem ninguém poderiam fazer com que ele desistisse de seus sonhos.

Isso fez toda a diferença. Deus não resistiu, o abençoou de todas as maneiras possíveis. Tudo o quanto ele fazia, era bem sucedido. Ele chegou naquela cidade com absolutamente nada. Quando com duras penas conseguiu alcançar o cargo de administrador de um homem muito rico, foi traído novamente. Sua reação? A contrária de todos os homens comuns: permaneceu fiel a Deus e focado em seu sonho. Novamente se deu bem, e desta vez virou governador do Egito, o cargo de confiança mais alta da corte do faraó. Aliás, só o próprio faraó mandava nele. O maior sonhador do mundo se tornou o homem mais importante do Egito, depois de faraó. Um hebreu fazendo história em terras alheias. Eis o potencial de um homem sonhador.

O maior sonhador do mundo encontrou os maiores obstáculos do mundo, e os superou, pois seu sonho era muito maior do que qualquer coisa.

O que o jovem sonhador tem a ver comigo?

Eu, particularmente, me identifico muito com esse personagem. Sempre que leio sua história fico extremamente impactado com sua tremenda fé e sua incrível força de vontade para conquistar seus sonhos. Podemos aprender no mínimo duas coisas com o maior sonhador do mundo:

Aprendemos a valorizar nossos sonhos - Todos nós temos, ou deveríamos ter sonhos nas nossas vidas. Objetivos, metas, alvos. E para alcançá-los precisamos de muita perseverança. Adversidades virão, e seus tamanhos serão proporcionais ao tamanho de nossos sonhos. Somente o foco, a perseverança e a paciência, nos farão permanecer fieis e inabaláveis. Viver como uma folha solta de sua árvore que não tem rumo e é levada pelo vento não é uma boa idéia, pois ela sempre acaba sendo recolhida pelo gari e jogada no lixo.

Aprendemos a valorizar os sonhos dos outros - naturalmente, quando damos valor aos nossos próprios sonhos, mais facilmente valorizamos os sonhos das outras pessoas também. Lembre-se que por mais absurdo que pareça um sonho, Deus é capaz de fazer coisas que não passaram por nossas cabeças e coisas que jamais vimos, parece que o sonhador de nossa história conhecia esse verso bíblico antes mesmo de ele ser escrito. :)

2 Comentários | Publicado dia 8 de junho de 2009


Como Um Gurí Virou Rei


Escrito por Kennedy Lucas | Postado em Identidade, Renovadamente

Ainda na série sobre identidade, um post fora do comum para ilustrar os perigos de nossos conceitos errados.

Apresento-lhes três jovens que tem muita coisa em comum: um deles passa seu tempo cuidando de ovelhas, brincando com um brinquedo esquisito e fazendo serviços variados para seu pai e seus irmãos mais velhos; o outro é um sonhador, vive no mundo da lua, ele passa o dia falando de seus projetos mirabolantes e seus sonhos utópicos; o último é um pobre jovem cuja família sobrevive da pesca, ele e seu irmão passam o dia navegando no mar pescando.

Olhando para eles, você poderia me dizer qual deles tem mais potencial para ser um grande homem de sucesso quando adultos?

Sejamos sinceros, ninguém daria nada por eles. Só alguém muito louco…
Então vejamos o que aconteceu com cada um deles. Contarei brevemente a história da vida de cada um, e no final aprenderemos muitas lições interessantes, como por exemplo, a não julgar as pessoas pela aparência, a acreditar no potencial de um sonho, a perdoar os erros e defeitos das pessoas e outras.

O pastorzinho franzino.

O morador menos importante da casa onde morava, filho caçula e menos paparicado da família. Talvez por isso ele não gostasse muito de sua casa. Definitivamente, não era do tipo de garoto que apreciava ficar entocado em seu quarto. Ele tinha um espírito de liberdade. Gostava do campo, de lugares abertos, de preferência afastado de casa. Sua família tinha muitas ovelhas e animais para cuidar e ele amava cuidar dos animais. Eram seus únicos amigos. Os levava para passear, limpava seus pelos e os protegia contra ameaças. Ele era franzino. Magro baixo e ruivo. Tinha um brinquedo estranho, uma espécie de instrumento musical com cordas, que ficava dedilhando e produzindo algumas notas desafinadas enquanto cantava músicas feitas por ele mesmo sem muitas rimas nem poesias, apenas algumas palavras de gratidão a Deus.

Certo dia ele estava, como de costume, em um campo um tanto quanto afastado de sua casa, conversando com suas amigas ovelhas. Deitado na grama, olhando para o céu, enquanto deixava a leve brisa do campo acariciar suavemente seu rosto. Todo “de boa” e completamente “relax”. De repente ele vê seu irmão mais velho se aproximando rapidamente em direção a ele. “Aconteceu uma tragédia, só pode” pensou ele, pois isso nunca acontecera antes. Seu irmão se aproximou e deu o recado: “O profeta está na nossa casa e quer te ver, vamos correndo!”. Eles então foram pra casa o mais rapido que puderam.

Ao chegar lá, a família toda estava reunida, quando ele entrou na sala todos olharam pra ele com cara de espanto, ele sem saber o que estava acontecendo ficou apavorado e com medo. O profeta olhou nos olhos dele, tomou um chifre cheio de azeite e derramou sobre sua cabeça. Estava ungido o novo rei de Israel.

Se você fosse Deus, provavelmente esse moço seria o último de sua lista de candidatos ao trono de sua nação. Porém seus olhos enxergam além o que o homem vê, pois ele vê o interior.

O que o pastorzinho franzino tem a ver comigo?

Muito. Às vezes sinto que tudo o que faço é tão irrelevante e sem importância, que confesso, fico desmotivado, mas sempre que me lembro dessa história e a motivação volta, pois sei que há alguém que está me observando e que no tempo certo, colherei tudo o que tenho plantado.
Assim como provavelmente julgamos errado o pequeno pastorzinho, provavelmente julgamos errado a nós mesmos! Com conceitos distorcidos e auto-estima baixa demais, não reconhecemos o quanto de potencial temos. Mesmo tendo zilhões de defeitos e limitações.

Algo que aprendo (e re-aprendo, e re-aprendo…) é que as aparências não valem muito. Nosso verdadeiro tesouro não se pode comprar nem vender, é o nosso coração e nosso caráter.

Alguém aqui sabe o nome desse personagem? Quem souber responde nos comentários. (Essa ta muuito fácil).

No próximo post falarei sobre o jovem sonhador. Fique ligado. :)

2 Comentários | Publicado dia 3 de junho de 2009


O Conceito que Deus Tem de Mim


Escrito por Kennedy Lucas | Postado em Identidade, Renovadamente

Ultimamente tenho lido, pensado e escrito sobre nossa identidade. Uma série de fatores me levou a pensar sobre quem realmente sou (talvez a idade da pós-adolescencia que nos faz pensar um pouco mais sobre essas questões da vida). Qual é meu propósito neste mundo? Porque estou aqui? Porque nascí, e porque vivo? Todas essas questões me fizeram procurar respostas além das que se econtram facilmente por aí em qualquer lugar.

Você pode ler os três últimos posts e verificar isso. A maior libertação de todas, Identidade e O mendigo agraciado.

Já falei que não existe ninguém que conheça mellhor os seres humanos do que … Deus. Isso mesmo! Ele e não nós, por tres simples motivos:

  1. Foi Ele quem nos criou - Ninguém melhor do que o fabricante para conhecer o produto. (Isso é apenas exemplo, os seres humanos não são produtos, assim como Deus não é uma fábrica, rsrs).
  2. Ele observa os seres humanos há milhões[?] de anos - Ou talvez mais. Ele obeserva e interage com os homens desde Adão e Eva, passando por todas as gerações, de todas as épocas da história, até hoje.
  3. Ele já foi humano - Na forma de Jesus Cristo, Deus se fez homem e experimentou na pele como é tão difícil ser humano e como o ser humano é tão difícil.

Sabendo que Deus sabe muito melhor quem sou eu do que eu mesmo, acredito que a coisa mais sabia a se fazer é dar ouvidos a quem Ele diz que eu sou. Mas o que Deus diz a meu respeito? Quem sou eu aos olhos de Deus?

Para montar uma tabela do conceito que Deus tem de mim versus o que eu tenho de mim mesmo, vou pressupor dois extremos de nossa auto-imagem: a sub-estima e a super-estima.

Meus Conceitos vs. Os de Deus.

Você concorda com a tabela acima? Acrescentaria algo?

4 Comentários | Publicado dia 28 de maio de 2009


O Mendigo Agraciado


Escrito por Kennedy Lucas | Postado em Identidade, Renovadamente

“O Mendigo Agraciado” - Talvez essa seja uma das melhores definições sobre a nossa identidade como cristãos pecadores e alcançados pela graça de Deus.

De um lado um Deus todo poderoso. Cheio de glória e poder. Criador do Universo e controlador do mesmo. Total autoridade sobre todas as coisas. Um Deus que está em todos os lugares, sabe de todas as coisas e pode tudo. Todos os anjos obedecem ao seu comando e se submetem à sua autoridade. Ou seja, o Rei.

Do outro lado, o ser humano. Pecador, caído, falho e imperfeito. Orgulhoso, egoísta e mau. Desobediente, prostituto, corrupto e fraco. Totalmente dependente do favor de Deus para sobreviver, ou seja, um mendigo.

Como um Rei faria de um mendigo seu filho e herdeiro? Essa é a proposta do evangelho de Cristo. Fazer do mendigo um príncipe.

Mendigo príncipe. O Nobre mendigo. Mendigo por sua condição de pecador e nobre por determinação divina, pois Deus resolveu perdoar suas dívidas e o adotar como filho.

Qual foi o motivo para tal loucura por parte do Rei? João 3.16 explica:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigenito para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenho vida eterna.”

Tratamento digno de um príncipe

Importante ressaltar que Deus não apenas fala que somos seus filhos (portanto príncipes), mas nos trata como tais. Deus, e isso podemos verificar de forma mais abstrata na pessoa de Jesus Cristo, não é um Deus teórico ou de filosofias e belas palavras desacompanhadas de atitude. Ele realmente nos trata como nobres, e isso é o mais impressionante.

Já fiz a seguinte a pergunta a muitos pais em várias ocasiões: “Se fosse necessário, voce daria sua vida em lugar à do seu filho?” e em total unanimidade a resposta é sim. Porém quando faço a seguinte pergunta: “Você daria seu filho por um estranho, mesmo sabendo que esse estranho não mereça e até rejeite sua atitude?” a resposta vocês sabem. Obvio que não.

Os pais tem total disposição de se sacrificar em prol dos filhos, na realidade fazem isso o tempo todo, cotidianamente. Essa atitude é motivada pelo amor. Amor incondicional. Um amor que somente quem é pai ou mãe sabe. Eu, por exemplo provalvelmente não sei ao certo (ainda) a profundidade desse amor.

Um exemplo bem claro é a parábola do filho pródigo. Imagine a cena do reecontro do filho com o pai. O filho todo maltrapilho, sujo, pobre (pois gastou todo seu dinheiro), provavelmente mal-cheiroso, barba e cabelo grande e sujo. Um perfeito mendigo. Se eu visse esse cara na rua, o trataria como mendigo, pois o julgaria pela sua aparência. Mas o pai e somente o pai veria atrás de suas vestes maltrapilhas (#linguagemAltamenteBrenniana) um nobre príncipe, um filho muito amado. Ao ser recebido o pai o trata como filho apesar de seu estado, pois o ama incondicionalmente.

Assim como o pai do filho prodigo, Deus nos trata como nobres, mesmo sendo nós mendigos.

“Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? Mas Deus prova seu amor por nós em Cristo, que morreu por nós mesmo sendo nós ainda pecadores” (Salmos 8.4 + Romanos 5.8)

Diante de Deus, você se sente um pobre mendigo ou um nobre príncipe?

4 Comentários | Publicado dia 14 de maio de 2009


Identidade


Escrito por Kennedy Lucas | Postado em Identidade, Renovadamente

Quem sou eu? De onde vim e para onde vou?

A grande dúvida dos grandes filósofos de todos os tempos. Dúvida para muitos. Certeza para Jesus.

“…porque sei de onde vim, e para onde vou…” (João 8.14)

Falei anteriormente sobre hipocrisia, a maior doença humana. Ainda bem que existe uma cura eficaz contra essa doença: A verdade.

Somente a verdadade é capaz de nos curar da mentira. A aceitação da verdade, qualquer que seja ela, é um princípio que nos liberta de nossas falsidades. Precisamos saber, enteder e aceitar quem somos nós em verdade. Esse é o processo da cura contra a hipocrisia.

Mas quem somos nós? Quem sou eu? E quem é você?

Existe uma identidade verdadeira? Absoluta? Ou minha identidade é relativa?

[update]

Quem as pessoas pensam que você é?

As pessoas, naturalmente formam conceitos sobre nós, e muitas vezes nos classificam com rótulos. Se você perguntar a 10 amigos meus, quem sou eu, eles falarão de 10 Kennedys cada qual um pouco diferente do outro. É um fato inevitável, o tempo todo estamos construindo nossa imagem perante as demais pessoas e ao mesmo tempo, construindo imagens das pessoas que estão ao nosso redor.

Essas imagens tedem a ser parciais e às vezes falsas por se basearem em interpretações livres e pessoais de cada pessoa. As pessoas tinham um conceito errado sobre a identidade de Jesus e até hoje tem. Uns diziam que Ele era Elias, outros diziam que ele era Moisés, outros que Ele era algum profeta desses. Enfim, o povo tinha um conceito errado sobre Jesus. Mas Ele sabia muito bem quem exatamente era. Isso fez grande diferença em seu ministério.

O que as demais pessoas pensam de você não tem muita importancia, desde que você saiba exatamente quem é.

Quem você pensa que é?

Qual o seu conceito sobre si mesmo? Quando você olha no espelho, o que vê?

Essa pessoa que você vê no espelho, é você. (uau, que revelação! sério?) Calma, rsrs, é você de acordo sua auto-imagem. Você sabia que essa imagem que você tem a respeito de si mesmo pode estar errada? Sim, pode estar completamente errada. E com uma identidade falsa, não podemos ser livres da hipocrisia e viver um vida em verdade. A vida que Jesus nos chama para viver.

Quem Deus pensa e diz que você é?

Essa é sua verdadeira identidade. Deus sabe de todas as coisas. Deus te conheçe melhor que você mesmo! Por isso, o conceito que Deus tem a respeito de você, é o que realmente importa. Foi ele quem te criou, Ele te conheçe desde a eternidade. Conhceçe todos os teus pensamentos, o teu levantar o teu deitar. As palavras de sua boca são conhecidas dele, mesmo antes de você falar. Conheçe os teus defeitos e falhas.

“… de longe conheçes meus pensamentos; ainda a palavra não me chegou à lingua, e tu já a conheces toda”. (Salmo 139)

Saiba de uma coisa. Mesmo Deus te conhecendo muito bem, Ele ainda te ama. :)

1 Comentário | Publicado dia 5 de maio de 2009


A Maior Libertação de Todas


Escrito por Kennedy Lucas | Postado em Identidade, Renovadamente


“A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui.” (Wikipedia)

A maior libertação que eu e você podemos e devemos experimentar não é a de ser “livre” de demônios ou ser “livre” forças espirituais do mal, mas ser livres de nossa hipocrisia.

É a mais importante e a mais difícil. Infelizmente ninguém está totalmente livre dessa doença. Essa doença que corrói nossa pessoa, corrói nossas vidas e nos afasta de Deus.

Quando aprendermos a aceitarmos quem realmente somos, com certeza experimentaremos uma vida de verdade e não de aparências. Quando aceitamos os nossos defeitos, nossas falhas, nossas vergonhas, tiramos um peso enorme de nossos ombros. Aliás, de nossos rostos, pois a máscara cai.

Eu cheguei a pensar que era livre da hipocrisia. “Sou renovado”, “sou santo”, “sou o cara” e tal. Que tolice minha pensar isso! “Sou completamente blindado contra o pecado!”, “Sou ungido com a unção de não sei lá o que!”. Tolice, tolice e mais tolice!

A [des]graça do mendigo

Eu não sou mais renovado nem mais santo que ninguém. Acredite. Nem você. Acredite. É verdade que em muitos de nós Deus já fez muitos milagres, e nosso caráter tem sido moldado pelo seu amor. E isso não devemos desconsiderar, nem usar como argumento pra se achar alguém. Pois se Ele fez um milagre em mim, a glória é toda dEle. Como eu vou me gloriar por ser um doente alcançado pela misericórdia de Deus? Que mérito tem o cego mendigo Bartimeu que foi curado por Jesus? Nenhum! A única coisa que o pobre doente fez foi assumir sua identidade. “Sou cego Senhor, por favor, me cura, eu quero ver!”

Depois, foram para Jericó. E, saindo ele de Jericó com seus discípulos e uma grande multidão, Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto do caminho, mendigando. E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim. E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi! tem misericórdia de mim! E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se, e foi ter com Jesus. E Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu tenha vista. (Mc 10.46-51)

Bartimeu era um pobre mendigo e doente. Talvez ele seja uma das melhores representações bíblica de nós, homens. Ele era miserável e cego. Essa era sua identidade. Eu acredito, mas não tenho certeza, que ele usava aquela capa pra se cobrir a fim de esconder sua vergonha, a fim de ocultar seu rosto, seu corpo, sua identidade. Eu acredito, mas novamente digo que não estou certo disso.

Mas estou certo de que nós sim, usamos capas em nossas vidas. Capas, máscaras, maquiagem e o que for para ocultar nossa identidade. A capa da hipocrisia, a máscara o cinismo e a maquiagem do engano e do fingimento.

O que mais me interessa no texto acima é que Bartimeu, quando chamado por Jesus, larga sua capa e corre pra Jesus. Deixa de lado sua hipocrisia, porque ele sabe que ela não servirá de nada diante do mestre. Ele corre pra Jesus, mas não com vergonha, não com orgulho. Chega e diz: “tem misericórdia de mim, e me cura, pra que eu torne a ver”.

Quem é você? Do que você precisa? O que você tem escondido com a capa da hipocrisia?

Se você me responde: nada, sou santinho. Eu lhe respondo: hipócrita!

4 Comentários | Publicado dia 1 de maio de 2009