Como Um Gurí Virou Rei
Ainda na série sobre identidade, um post fora do comum para ilustrar os perigos de nossos conceitos errados.
Apresento-lhes três jovens que tem muita coisa em comum: um deles passa seu tempo cuidando de ovelhas, brincando com um brinquedo esquisito e fazendo serviços variados para seu pai e seus irmãos mais velhos; o outro é um sonhador, vive no mundo da lua, ele passa o dia falando de seus projetos mirabolantes e seus sonhos utópicos; o último é um pobre jovem cuja família sobrevive da pesca, ele e seu irmão passam o dia navegando no mar pescando.
Olhando para eles, você poderia me dizer qual deles tem mais potencial para ser um grande homem de sucesso quando adultos?
Sejamos sinceros, ninguém daria nada por eles. Só alguém muito louco…
Então vejamos o que aconteceu com cada um deles. Contarei brevemente a história da vida de cada um, e no final aprenderemos muitas lições interessantes, como por exemplo, a não julgar as pessoas pela aparência, a acreditar no potencial de um sonho, a perdoar os erros e defeitos das pessoas e outras.
O pastorzinho franzino.
O morador menos importante da casa onde morava, filho caçula e menos paparicado da família. Talvez por isso ele não gostasse muito de sua casa. Definitivamente, não era do tipo de garoto que apreciava ficar entocado em seu quarto. Ele tinha um espírito de liberdade. Gostava do campo, de lugares abertos, de preferência afastado de casa. Sua família tinha muitas ovelhas e animais para cuidar e ele amava cuidar dos animais. Eram seus únicos amigos. Os levava para passear, limpava seus pelos e os protegia contra ameaças. Ele era franzino. Magro baixo e ruivo. Tinha um brinquedo estranho, uma espécie de instrumento musical com cordas, que ficava dedilhando e produzindo algumas notas desafinadas enquanto cantava músicas feitas por ele mesmo sem muitas rimas nem poesias, apenas algumas palavras de gratidão a Deus.
Certo dia ele estava, como de costume, em um campo um tanto quanto afastado de sua casa, conversando com suas amigas ovelhas. Deitado na grama, olhando para o céu, enquanto deixava a leve brisa do campo acariciar suavemente seu rosto. Todo “de boa” e completamente “relax”. De repente ele vê seu irmão mais velho se aproximando rapidamente em direção a ele. “Aconteceu uma tragédia, só pode” pensou ele, pois isso nunca acontecera antes. Seu irmão se aproximou e deu o recado: “O profeta está na nossa casa e quer te ver, vamos correndo!”. Eles então foram pra casa o mais rapido que puderam.
Ao chegar lá, a família toda estava reunida, quando ele entrou na sala todos olharam pra ele com cara de espanto, ele sem saber o que estava acontecendo ficou apavorado e com medo. O profeta olhou nos olhos dele, tomou um chifre cheio de azeite e derramou sobre sua cabeça. Estava ungido o novo rei de Israel.
Se você fosse Deus, provavelmente esse moço seria o último de sua lista de candidatos ao trono de sua nação. Porém seus olhos enxergam além o que o homem vê, pois ele vê o interior.
O que o pastorzinho franzino tem a ver comigo?
Muito. Às vezes sinto que tudo o que faço é tão irrelevante e sem importância, que confesso, fico desmotivado, mas sempre que me lembro dessa história e a motivação volta, pois sei que há alguém que está me observando e que no tempo certo, colherei tudo o que tenho plantado.
Assim como provavelmente julgamos errado o pequeno pastorzinho, provavelmente julgamos errado a nós mesmos! Com conceitos distorcidos e auto-estima baixa demais, não reconhecemos o quanto de potencial temos. Mesmo tendo zilhões de defeitos e limitações.
Algo que aprendo (e re-aprendo, e re-aprendo…) é que as aparências não valem muito. Nosso verdadeiro tesouro não se pode comprar nem vender, é o nosso coração e nosso caráter.
Alguém aqui sabe o nome desse personagem? Quem souber responde nos comentários. (Essa ta muuito fácil).
No próximo post falarei sobre o jovem sonhador. Fique ligado.
8 de junho de 2009 às 18:05
Você é um excelente contador de histórias, Kennedy!
Deus continue te abençoando!
Ah! Parece que essa é muito difícil, já que sou o primeiro a tentar responder. Será que é um cara chamado Davi?
8 de junho de 2009 às 18:42
Lex,
Obrigado!
Você acertou!