O Maior Sonhador do Mundo
Continuando a com a segunda parte de três posts, desta vez contarei a história de nosso segundo personagem. Que nos ensina o valor da perseverança e da fé. De todas as histórias e estórias que conheço, é a que mais me inspira e me motiva. Contarei da forma mais resumida possível. Vale à pena ler a narrativa completa na Bíblia que tem muitos mais detalhes.
O Jovem Sonhador
Este, ao contrário de Davi, era o filho mais amado de seus pais. O Filho da velhice, o filho da promessa. Ele tinha onze irmãos mais velhos, mas a nenhum deles o pai amava tanto quanto a ele. Ele, o pai, Chegou a fazer uma linda túnica (sim, homens faziam tricô naquela época, quanto mudança hein!) para seu filho amado. Todo esse carinho especial e essa bajulação “exclusiva”, causava inveja em seus irmãos. Esses, o tratavam de forma rude e agressiva. Sentiam-se ofendidos e tentavam revidar da forma que podiam. Eles se sentiam muito mais ofendidos quando ele contava seus sonhos malucos.
“Sonhei que o sol e a lua e mais 11 estrelas se prostravam diante de mim” – Que absurdo! Nem ele mesmo entendia se e como esses sonhos proféticos se cumpririam. Seus irmãos ficaram furiosos ao ouvir isso. Como eles sendo mais velhos se prostrariam em terra diante desse menino? Arquitetaram um plano para matá-lo. Quando o pegaram, tiveram pena dele e do pai deles e decidiu lhe poupar a vida e vendê-lo para um estrangeiro.
Desde pequeno esse moço tinha sonhos de ser uma grande pessoa na vida. Ser um grande guerreiro, um grande soldado, um homem respeitado em sua comunidade, um homem rico, algo do tipo. E os sonhos que tinha, alimentavam suas aspirações. Ele sempre quis ter condições de ajudar a seus pais e ser motivo de orgulho para eles.
De repente, ele se vê em uma situação completamente contrária. Ser vendido por algumas moedas é uma das piores humilhações que se pode passar. Agora ele era escravo em uma terra estrangeira. Ele tinha todos os motivos do mundo para pendurar seu pescoço em uma corda ou se jogar do alto de um penhasco. Mas, inacreditavelmente, ele fez aquilo que seria a coisa mais improvável: confiou em Deus e permaneceu fiel.
Como alguém desprezado, humilhado, traído, vendido por seus familiares, pode se entregar a Deus e permanecer fiel? Ele fez isso algo mais: continuou acreditando em seus sonhos. Por quê? Porque ele não entregou os pontos? Porque ele não jogou a toalha? A resposta é porque ele era o maior sonhador do mundo, nada nem ninguém poderiam fazer com que ele desistisse de seus sonhos.
Isso fez toda a diferença. Deus não resistiu, o abençoou de todas as maneiras possíveis. Tudo o quanto ele fazia, era bem sucedido. Ele chegou naquela cidade com absolutamente nada. Quando com duras penas conseguiu alcançar o cargo de administrador de um homem muito rico, foi traído novamente. Sua reação? A contrária de todos os homens comuns: permaneceu fiel a Deus e focado em seu sonho. Novamente se deu bem, e desta vez virou governador do Egito, o cargo de confiança mais alta da corte do faraó. Aliás, só o próprio faraó mandava nele. O maior sonhador do mundo se tornou o homem mais importante do Egito, depois de faraó. Um hebreu fazendo história em terras alheias. Eis o potencial de um homem sonhador.
O maior sonhador do mundo encontrou os maiores obstáculos do mundo, e os superou, pois seu sonho era muito maior do que qualquer coisa.
O que o jovem sonhador tem a ver comigo?
Eu, particularmente, me identifico muito com esse personagem. Sempre que leio sua história fico extremamente impactado com sua tremenda fé e sua incrível força de vontade para conquistar seus sonhos. Podemos aprender no mínimo duas coisas com o maior sonhador do mundo:
Aprendemos a valorizar nossos sonhos – Todos nós temos, ou deveríamos ter sonhos nas nossas vidas. Objetivos, metas, alvos. E para alcançá-los precisamos de muita perseverança. Adversidades virão, e seus tamanhos serão proporcionais ao tamanho de nossos sonhos. Somente o foco, a perseverança e a paciência, nos farão permanecer fieis e inabaláveis. Viver como uma folha solta de sua árvore que não tem rumo e é levada pelo vento não é uma boa idéia, pois ela sempre acaba sendo recolhida pelo gari e jogada no lixo.
Aprendemos a valorizar os sonhos dos outros – naturalmente, quando damos valor aos nossos próprios sonhos, mais facilmente valorizamos os sonhos das outras pessoas também. Lembre-se que por mais absurdo que pareça um sonho, Deus é capaz de fazer coisas que não passaram por nossas cabeças e coisas que jamais vimos, parece que o sonhador de nossa história conhecia esse verso bíblico antes mesmo de ele ser escrito.
20 de setembro de 2009 às 12:41
Olá, Kennedy!
Muito bom o texto.
Fica na paz
20 de setembro de 2009 às 12:56
Obrigado Cíntia!