O mundo alcançado pelo Amor
Tenho a grande honra de apresentar o mais novo integrante da equipe de colaboradores do blog, Hugo Rocha. Vocês provavelmente já conhecem ele, escreveu alguns posts pra cá antes (este e este). Agora ele é da “equipe”(?) e vai escrever regularmente pra nós! Este é seu post de estreia.

Como bem disse o Kennedy, não é a primeira vez que escrevo para o Geração Renovada. Mesmo assim, sinto uma emoção diferente neste post. É uma honra participar, a partir de agora, regularmente desta equipe. Como não gosto muito de falar de mim de forma direta, adianto que tudo aquilo que escrevo me revela um pouquinho. Logo, quem me lê muito me conhece. Nesse post e nos que ainda virão isso ficará mais claro. E por falar em claro, hoje falaremos de luz – ou mais especificamente dEle, que é a Luz da Vida:
Quando olhei o significado de luz no dicionário, o que mais me chamou a atenção foi que, além de referências à claridade, encontrei algumas inesperadas. Luz, segundo o Aurélio, também significa certeza e verdade. No Evangelho de João, disse Jesus: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (João 8.12, NVI) Logo adiante, ele continua: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.” (João 14.6, NVI).
Com base nessas palavras de Jesus, pergunto: quem é então a Luz das Nações?
A primeira resposta, imediata e correta, é que a Luz das Nações é Cristo, o Filho do Deus Vivo, enviado à Terra como representação de um Amor Incondicional, Intenso e Infinito. Graça de um Pai em relação a todos nós, a quem decidiu fazer Seus filhos.
Logo, uma compreensão exata da dimensão das palavras de Jesus deve levar-nos à certeza da responsabilidade que também nos é dada: de ser Luz em meio às trevas. Cristo diz que aquele que o segue não andará em trevas. Então, se Ele é Luz, nós também devemos ser. Só assim teremos a Luz da Vida, que pode dissipar, no mundo, a escuridão deixada pela ausência do Amor e da Graça de Deus.
Deus é certeza. Deus é verdade. Se Ele diz que somos Luz, somos. Mas como deixar esta Luz brilhar? Quais são as trevas contra as quais devemos lutar?
“Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.” (Mateus 5.16, NVI) Certo é que obras não justificam nenhum homem diante de Deus, uma vez que a justificação é obra da Graça do Pai, através de Cristo Jesus. Porém, está clara a forma como Deus se faz conhecido em nós perante os homens. Falar nem sempre – ou nunca – é o melhor caminho. Jesus deixa claro: pelas nossas boas obras Deus será glorificado. Muito mais que falar, é papel de quem se diz cristão demonstrar o Amor do Pai através de atitudes.
“Eu os conduzi com laços de bondade humana e de amor…” (Oséias 11.4) Nesse trecho, Deus diz que conduziu os homens com laços de bondade humana e de amor. Está claro que o Amor dEle só pode se fazer conhecido através de nós, homens. Muito mais que encarar as trevas, em meio às quais temos que ser Luz, como obra de potestades malignas, é preciso compreende a profundidade da declaração de Jesus. A Luz em que Ele caminhou na Terra é o Amor. Todas as Suas ações e passos foram banhados em Graça. Então as trevas podem ser definidas como o contrário do que Ele fez. Logo, trevas estão onde há ausência do Amor e da Graça de Deus.
Não adianta tentar ser de Deus através de práticas, tradições, rituais, respeito a regras e obediência a leis. Tudo isso é nada se não houver Amor. Ainda que façamos tudo isso, sem Amor, nada seremos. (ver I Coríntios 13) Podemos ir à igreja, orar, ler livros. Porém, se não vivermos na plenitude do Amor do Pai, continuaremos em trevas. Mesmo sob a máscara de uma religiosidade exterior, nosso interior vai se corromper dia após dia. Não há outro caminho para Deus. O itinerário é apenas um: o Amor, que é dom dEle, gratuitamente oferecido a nós, para que também amemos aos que nos cercam.
Conduzir os homens a Deus não significa convertê-los a práticas e transformações morais e exteriores. A mudança significativa deve ocorrer no coração. E essa, apenas o Pai pode fazer. A nós, resta apenas amar. Depois disso, precisamos amar. E em seguida, continuar amando.
Levar os homens a Deus só é possível através da bondade gratuita. “Eu os conduzi com laços de bondade humana e de amor…” (Oséias 11.4) Somente através de nós eles O conhecerão. Nós devemos e podemos ser sempre a Luz das Nações. Luz é certeza e verdade. Certeza que o mundo só pode ser transformado pela ação do Amor e da Graça em cada um de nós. Verdade que apenas em Cristo está a fonte deste Amor e desta Graça.
Que a Luz da Verdade ilumine seus passos, guiados sempre pela Certeza do Amor e da Graça de Deus.
31 de julho de 2009 às 1:24
Belíssimo texto… Sou suspeito de falar. Amo a forma como o Hugo expressa a verdade de Cristo, com seus textos simples e cativantes. Muito bacana o blog! Gostei mesmo!
Abraço para todos!