Série Romanos 12 – Parte III

Foto por saibia. (Me lembra o livro “O Evangelho Maltrapilho”)
Continuando a série, desta vez, comentarei os versículos de 10 a 13.
Este está um pouco mais longo pois decidí caprichar um pouco mais.
Como disse anteriormente, o amor não se resume a sentimento, aliás, de sentimento o amor “ágape” não tem nada. Eu acredito que não posso decidir sentir algo por alguém, mas posso decidir tomar atitudes para o bem das pessoas. Atitudes tais como generosidade e paciência são as verdadeiras características do amor. Tirei um grande peso de minhas costas quando entendi isso. Eu me perguntava: como posso amar aquelas pessoas que eu considero as mais chatas do mundo? Talvez essa tenha sido sua primeira pergunta depois de ler o que Jesus falou sobre amar os nossos inimigos.
Sinceramente, não tenho certeza do que Paulo quis dizer quando escreveu “preferindo-vos em honra uns aos outros”, a idéia que tenho é que devemos nos respeitar e honrar uns aos outros. Estou certo Nani?
11. Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;
Paulo dá um forte puxão de orelha naqueles irmãos preguiçosos, conformados e desleixados (em mim por exemplo, às vezes).
Por espírito fervoroso, eu entendo, uma pessoa que está sempre motivada mesmo diante de qualquer adversidade. Eu não acredito que isso seja possível sem a ajuda de Deus e sem ajuda de pessoas motivadoras.
A pior coisa do mundo é conviver com uma pessoa desmotivada e triste, então não seja assim. As pessoas que convivem com você agradecerão.
12. Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;
O fato de você estar vivo é motivo de grande comemoração, então, seja alegre.
Não esquente a cabeça com coisas passageiras, tenha paciência! – Uma das coisas mais difíceis da vida é manter a calma quando as coisas saem do nosso controle. É algo que se conquista através de exercício diário.
Nunca pare de orar. Deus nunca se cansará de nos ouvir. (Será que essa vai pro “Frases da semana”).
13. Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;
As pessoas precisam de nossa ajuda. E nós com certeza podemos ajudar de alguma forma.
A hospitalidade é uma obra tão nobre, que mal consigo expressar.
Me lembro que quando viajei ao sul do país, as pessoas que me receberam em suas casas foram tão gentis e tão atenciosas comigo que fiquei constrangido e muito agradecido a eles. Isso na época foi muito importante pra mim.
Deixe a timidez de lado! Escreva um comentário sobre o que você pensa quando lê esses versículos.
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7 de janeiro de 2009 às 4:33
Acredito que o fazer o bem pode ir gerando amor em nós com o tempo, desde que se tenha vontade de amar, porque só o ato não significa amor.
Quando não conseguimos amar a todos, basta que reconheçamos que amar a todos é bom e peçamos a Deus capacidade para tal.
Apesar disso, não acho que amar alguém tenha que significar conviver com ela, principalmente falando em inimigos.
Boa iniciativa essa sua de comentar Romanos 12, quando eu tiver inspiração talvez comente também.
Abraço.
7 de janeiro de 2009 às 11:11
Amai-vos cordialmente, a meu ver são para pessoas que convivem. Nesse caso me remete aos problemas que muitos passam por vaidades no exercício do ministério, disputas, contendas, então acho que o escritor diz para preferirmos o próximo e honrá-lo, incentivando a manifestação do dom de Cristo no outro. Isso é difícil porque geralmente o outro não vai nos preferir hehe, então tem que ser feito sem desejar retribuição.
Acho que a máxima do amor cotidiano ao próximo é quando você abre sua porta pra ele, deixa-o ter acesso a sua geladeira, sua poltrona, sua cadeira a mesa. Mais difícil ainda é deixar alguém fazer algo na sua casa de maneira diferente da qual você está habituado, por exemplo, cozinhar.
Amemos cordialmente.
9 de janeiro de 2009 às 13:33
Kennedy,
Meu amigo, que situação! Eu não sou ninguém para dizer se está certo…
Particularmente, eu concordo com sua colocação. Pelo que vi, você utilizou a versão Almeida.
Veja o que eu encontrei na TEB: “Que o amor fraterno vos una com mútua afeição; rivalizai na mútua estima”.
Com esta versão, ficou um pouco mais claro para mim. Entendo que devemos procurar sempre dar mais amor (honra ou estima) do que recebemos. Utilizando a figura do “rival”: quando levamos um ‘golpe’, devemos responder. Neste caso, o ‘golpe’ é o amor, que exige uma resposta também de amor.
Desculpa pela demora em responder (agora voltei a SP e estou com a conexão normalizada).
Grande abraço e um 2009 abençoado!